O Ungido
De "Rei de Israel" em 2019 a briefings militares sobre o Armagedom em 2026: a escalada da retórica messiânica em torno de Trump, rastreada com fatos documentados e uma pergunta incômoda que os textos sagrados já fizeram antes.


Putin liga para Trump propondo paz no Irã — dias depois de ser flagrado fornecendo inteligência militar russa ao regime iraniano para mirar tropas americanas. A crônica disseca a ironia de um incendiário oferecendo serviços de bombeiro.
De "Rei de Israel" em 2019 a briefings militares sobre o Armagedom em 2026: a escalada da retórica messiânica em torno de Trump, rastreada com fatos documentados e uma pergunta incômoda que os textos sagrados já fizeram antes.

Irã e Israel já foram aliados íntimos — vendiam petróleo juntos e desenvolviam mísseis em projetos secretos. A Revolução de 1979 transformou essa parceria em ódio existencial, alimentado por uma teologia apocalíptica que vê a destruição de Israel como pré-requisito para a vinda do Mahdi, o messias xiita. Entender essa guerra exige olhar além da geopolítica.

Em 1940, um mapa propôs fundir as Américas, a Groenlândia e o Caribe num domínio único governado por tecnocratas. O avô de Elon Musk liderava o movimento no Canadá. Oitenta e seis anos depois, as peças do mapa estão se movendo — Venezuela, Groenlândia, Irã — e ninguém parece ter lido o manual.

A guerra entre EUA e Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. Petroleiros estão parados, o barril disparou e a cadeia de preços — do diesel ao pão — já sente o impacto. O fantasma de 1973 está de volta.

EUA e Israel lançaram a Operação Epic Fury contra o Irã, matando o Aiatolá Khamenei e a cúpula militar iraniana. O Irã retaliou com mísseis contra Israel e bases americanas em seis países. O Oriente Médio entrou em guerra aberta. Estamos apenas no primeiro dia.

Trump disse que uma guerra com o Irã seria "facilmente vencida". Enquanto isso, imagens de satélite mostram as defesas iranianas se fortificando e generais americanos alertam que os arsenais dos EUA estão desgastados. A arrogância de quem nunca pisou num campo de batalha é sempre a mesma.

Os bilionários do Vale do Silício estão construindo bunkers — os mesmos que criaram a inteligência artificial que pode acabar com tudo. Zuckerberg tem um complexo de 500 hectares no Havaí. Altman guarda provisões de sobrevivência. Musk planeja fugir para Marte. Eles não estão tentando salvar o planeta. Estão tentando escapar dele.

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